24 agosto, 2016

#30diasdruídicos: Dia 12 - Roda do Ano


A vida gira de acordo com o movimento do mundo. Ciclos eternos de nascimento, morte, renascimento. Esses ciclos receberam o nome de 'Roda do Ano'. Os celtas não possuíam um calendário fixo como hoje nós temos, eles se situavam através da Natureza. Estação fria e estação quente, assim era dividido o ano. E a cada fim de ciclo e começo de um novo eram realizadas celebrações as quais foram chamadas de "Samhain", "Imbolc", "Beltane" e "Lughnasadh". Não vou explicar cada um destes, isso fica para um outro momento.
A questão é que, ao celebrar os festivais sazonais, também estamos celebrando os Deuses e seus ciclos.

Nós fazemos parte da Natureza, somos um microcosmo do macrocosmo, logo, os ciclos naturais se refletem também em nós. Precisamos aprender a observar e a respeitar estes momentos. Sincronizar-se com a Natureza não é somente observá-la e prestar culto através dos ritos, é também olhar para dentro de si e sintonizar-se com ela. 
Por exemplo: em Samhain é o Inverno. É quando a Natureza se recolhe para dentro de si, as flores e frutos dormem, os animais vão para seus abrigos, os pássaros raramente cantam. Tudo é mais silencioso. Também nós devemos fazer isso. Não é entrar numa vibe de 'morte fria me carregue' como diria uma querida amiga, mas um momento de introspecção e reflexão. Nós precisamos disso também. Precisamos parar um pouco, desacelerar a mente e ficar em silêncio. Entendem onde quero chegar? Se fazemos parte da Natureza, é saudável seguir seu exemplo. Acompanhar a Roda do Ano significa fazer parte dela em todos os sentidos. 

Samhain, vento frio que guarda os sentimentos
Imbolc, flores belas que trazem a esperança
Beltane, fogo que arde nos corações alegres
Lughnasadh, trigo que carrega a gratidão

~ Jully Boduogena ~